diego“É um gesto incrível. Você doa algo que está sobrando para você, e que está faltando para outra pessoa. E não faz mal, muito pelo contrário, só faz bem, para quem doa e para quem recebe”. Quem faz essa avaliação é o analista de infraestrutura de redes do setor de videoconferência do DATASUS, Diego Menezes, 33 anos. Doador de sangue há cerca de dois anos, Diego foi motivado pela esposa, Leilane Menezes, e também pela vontade que tinha de fazer algo para ajudar outras pessoas.

Porém, o gesto passou a fazer muito mais sentido quando quem precisou de doação de sangue foi alguém muito próximo: o filho do casal, Daniel, de um ano e quatro meses, que ficou na UTI logo que nasceu, por conta de convulsões neonatais. “Quando você vê a coisa acontecer com você, com alguém da sua família, você percebe que doar sangue não é apenas um gesto automático ou alguma forma de realizar uma ação social. Você percebe que as pessoas precisam de verdade, e que isso naquele momento pode significar a vida delas”, disse.

“Minha maior motivação foi saber que poderia salvar vidas”, afirma Wadson Antunes dos Santos, 29 anos, que atua no DATASUS como analista de suporte, também no setor de videoconferência. Ele conta que foi incentivado a se tornar doador pelas campanhas veiculadas na TV. “Sempre via, ao final do ano, ou próximo ao carnaval, as propagandas pedindo para que as pessoas fossem ao hemocentro doar sangue, e há quatro anos fui pela primeira vez”, disse o analista, que ainda completou: “Nós estamos neste mundo para ajudar as outras pessoas. Um gesto que parece tão simples torna-se um ato nobre, o ato de se doar e de doar vida para quem precisa”, disse.

wadsonTem sempre alguém precisando de você

O Ministério da Saúde lançou, recentemente, a campanha nacional ‘Doe Sangue Regularmente, Tem Sempre Alguém Precisando de Você’, que tem como principais objetivos ampliar a doação de sangue no país e sensibilizar novos doadores.

No Brasil, cerca de 1,6% da população doa sangue – 16 a cada mil habitantes. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da OMS – de pelo menos 1% da população – o Ministério da Saúde tem trabalhado para aumentar o número de doadores.

 

fernandoQuando se fala em fazer o bem ao próximo, a primeira coisa que pode vir à mente é algum trabalho de assistência social, de doação de itens como alimentos, roupas, brinquedos, ou até mesmo dinheiro a instituições. Mas existem muitas outras formas de fazer a diferença na vida das pessoas, algumas que saem totalmente do convencional.  

Uma dessas formas nada comuns de se fazer o bem é ajudar candidatos com necessidades especiais em concursos. Este é o caso do servidor do DATASUS Fernando Mesquita Rodrigues, e sua esposa, Cláudia Lilian Reich Marques, que doam algo tãoimportante quanto um item de necessidade básica: o tempo. Eles atuam como ledores e transcritores para candidatos que se encontram impossibilitados de fazerem a leitura das provas. “Normalmente, são pessoas com deficiência visual, com deficiência física, com transtornos funcionais específicos, acidentadas entre outras”, explica Fernando.

Graduado em Direito, Administração e Informática, o Analista de Organização e Métodos trabalha no DATASUS desde a sua criação, em 1991. Atualmente, ele está lotado na Divisão de Manutenção de Sistemas de Saúde. Fernando conta que ele e Cláudia, que é comissária de bordo aposentada, decidiram fazer esse trabalho porque procuravam formas de ajudar o próximo e de, ao mesmo tempo, se sentirem prestativos. “Sempre tivemos a preocupação com a realização de algo nessa área. Achamos que é uma forma de contribuir para uma sociedade mais solidária, inclusiva, justa, igualitária e feliz”, completou.

Somos os olhos do candidato

Ele explica que os ledores podem atuar na leitura de provas, exames, livros, periódicos, entre outros materiais. “No momento das provas, somos os olhos do participante. Transformamos o conteúdo da linguagem escrita, constante nos diversos tipos de provas, em uma linguagem oral, de forma a dar possibilidades ao participante especializado de realizar o exame em igualdade de condições com os demais participantes”, disse.

Já a função do transcritor, de acordo com Fernando, é a de transcrever as respostas das pessoas que se encontram impossibilitadas. “Transcrevemos todas as respostas determinadas pelo participante, tais como: marcações no cartão resposta, rascunho de redação, redação final e rascunho de cálculos”, explica.

Perguntado sobre alguma história que tenha sido marcante neste trabalho, Fernando diz que todas as participações são marcantes. “Cada participante especializado é uma história de superação de vida. Cada atuação é uma nova experiência e um novo aprendizado. Todos são muito importantes”, enfatiza.  

“Ao atuar como ledor/transcritor, ajudamos o participante em um processo de inclusão na sociedade, colaboramos para que o candidato realize sua prova, absorvemos experiências enriquecedoras, nos sentimos úteis à sociedade, dentre outros aspectos positivos. É uma satisfação poder colaborar para que um participante especializado possa se inserir no contexto social e profissional”, completa o analista, que contou ainda que sua esposa Cláudia, além de atuar nessa função junto com ele, também é voluntária no Centro de Transplante de medula Óssea.

Não foi por acaso que descobrimos a história do Fernando e desse lindo trabalho que ele realiza junto com sua esposa. E também não foi ele quem nos contou diretamente. Quem teve a ideia de contar essa história foi o Analista da Coordenação-Geral de Disseminação de Informações em Saúde (CGDIS), José Carlos de Souza Santos Jorge. “Durante cerca de 10 anos, fui gerente do Fernando e pude constatar a dedicação profissional que ele tem ao SUS. Este trabalho apenas confirma que ele é uma pessoa sensacional”, avalia.

Se você realiza algum trabalho voluntário e tem uma história legal para contar, ou se conhece alguém do DATASUS que atue em alguma ação como esta, entreem contato com a Comunicação e inspire outras pessoas a fazer o bem!

 

Por Tabita Marinho, do Nucom/DATASUS/SE/MS

Ações inovadoras do Ministério da Saúde foram apresentadas na oportunidade

 

natal03As recentes entregas tecnológicas do Ministério da Saúde foram apresentadas durante a 2ª Conferência Internacional de Inovação em Saúde, realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, em Natal (RN), organizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

 

O diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS), Guilherme Telles, durante palestra aos participantes do evento, destacou a importância de programas e projetos que contribuem para o avanço da informatização do Sistema Único de Saúde Brasileiro e apresentou o Programa de Informatização das Unidade Básicas de Saúde (PIUBS).

 

Telles também explanou sobre os desafios de implementar o Registro Eletrônico de Saude (RES), que é o repositório único de informações sobre a saúde do cidadão, abordou ainda a influência da tecnologia para a formação na área da saúde, reforçando a relevância do processo de capacitação de profissionais do SUS na temática informática em saúde.

 

natal02Na oportunidade, foi divulgado um vídeo que mostra os benefícios do aplicativo Meu DigiSUS, uma ferramenta que integra mais de 12 sistemas de saúde, possibilitando que os cidadãos tenham na palma da mão as informações clínicas e pessoais.

 

O evento reuniu especialistas, estudantes e gestores da área da saúde e teve como objetivo abordar os desafios e a importância das discussões em torno das tecnologias e da inovação em saúde para os países em desenvolvimento. Durante a conferência, os palestrantes reafirmaram que a inovação tecnológica é um meio efetivo para a consolidação da resposta em saúde, contribuindo, assim, para a melhoria dos sistemas de saúde. 

Ferramenta é a principal porta de acesso às informações do SUS

youtube digisusUm vídeo produzido pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS) apresenta as funcionalidades e os benefícios do aplicativo Meu DigiSUS, principal porta de acesso às informações de saúde do SUS.

A ferramenta integra mais de 12 sistemas de saúde, possibilitando que a população tenha na palma da mão os dados clínicos e pessoais.

Os cidadãos podem acompanhar, via celular, suas consultas e exames ambulatoriais, nas UBS informatizadas; dispensação de medicamentos; visualização do histórico de suas solicitações; posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes; entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública.

Assista ao vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=XsCMBDAQ9M4&t=154s

O aplicativo Meu DigiSUS, desenvolvido pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE), ficou entre os quatro finalistas do Prêmio HDI EXPOGOV 2018 ’Iniciativa de TI ao cidadão’. A ferramenta disponibiliza para o usuário informações pessoais e clínicas contidas em 12 sistemas de saúde.

A apresentação do Case de Sucesso foi realizada, nessa quinta-feira (18/10), pelo diretor do DATASUS, Guilherme Telles, em Brasilia, durante evento conduzido pelo HDI, instituto mundial voltado para o desenvolvimento do mercado de serviços e suporte de tecnologia da informação. O encontro teve como objetivo abordar os modelos de gestão de serviços de TI sob a ótica das particularidades do setor publico.

Telles destacou que a classificação é resultado da relevância do projeto para os cidadãos que estão na ponta. “Este reconhecimento reflete o esforço da equipe do DATASUS que trabalha em prol da modernização e da redução de burocracias na administração pública”, reforçou.

As iniciativas inscritas foram analisadas pelo comitê gestor do HDI. O grupo é formado por profissionais da área de TI que atuam no setor público nacional, em instituições municipais, estaduais e federais.

foto premio