MS discute sobre padrões para informática em saúde na Inglaterra

Representantes do Ministério da Saúde participaram do 28º Encontro do Comitê Técnico de Informática em Saúde, da Organização Internacional de Normalização (ISO) realizado em Liverpool, na Inglaterra. O objetivo foi discutir, elaborar e votar normas técnicas sobre tecnologia da informação aplicada a sistemas, equipamentos e serviços de saúde.

A delegação do Brasil, que foi composta por membros da Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) contou com a presença da coordenadora-geral de Monitoramento e Avaliação do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS), Juliana Souza Zinader e com a chefe de Divisão do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Márcia Marinho.

O encontro que congregou especialistas de diversos países, na última semana, tratou sobre padrões para arquitetura da informação, interoperabilidade entre sistemas e dispositivos médicos. Além disso, temas como segurança da informação, serviços terminológicos e identificação de produtos medicinais foram abordados na oportunidade.

A coordenadora Juliana Zinader lembra da importância da participação do Ministério no encontro. “O Brasil lidera o projeto de segurança para sistemas de saúde hospedados em nuvem e vem desempenhando papel relevante no grupo internacional desde 2007. As normas discutidas durante o encontro são estruturantes para o DigiSUS (estratégia e-Saúde) ”, reforça.

Márcia Marinho, por sua vez, avalia ainda que o conhecimento e a troca de experiências entre países que participam da construção e implementação destas normas é relevante para o amadurecimento das ações estratégicas nacionais. “O Brasil tem também tido papel relevante na elaboração de normas estruturantes, tais como o padrão internacional para arquitetura de e-Saúde (ISO 14639-2)”, diz.

O processo de padronização visa à implantação do registro eletrônico de saúde dos cidadãos como forma de ampliar o acesso às informações de saúde para a continuidade do cuidado. Também reforça a troca de informação clínica padronizada entre os diversos sistemas de informação, aprimoramento da gestão e melhor utilização dos recursos públicos.

A adoção de padrões para informática em saúde faz parte da estratégia DigiSUS, conforme o documento de visão pactuado pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), por meio da Resolução CIT nº 19.

Sobre o Comitê

O Comitê Técnico de Informática em Saúde, da ISO, é constituído por especialistas de cerca de 60 países com a finalidade comum de formular e harmonizar normas para tecnologia da informação em saúde.

Os padrões são utilizados por indústrias, governos, produtores de software e organizações de saúde possibilitando o intercâmbio de dados e promovendo a melhoria da qualidade do atendimento aos usuários do serviço de saúde.

No Brasil, o Comitê Técnico é representado pela Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde (ABNT/CEE-078) cuja missão é prover a sociedade brasileira de documentos normativos que possibilitem a interoperabilidade e a qualidade de serviços e sistemas de informação e comunicação em saúde, com a proteção da privacidade e confidencialidade da informação, em colaboração com organismos nacionais e internacionais.

Próximo encontro

O próximo encontro será no Campus UniCesumar em Maringá, no Paraná, de 30 de abril a 4 de maio de 2018. Esta será a segunda vez que o Brasil recebe o comitê. O Rio de Janeiro sediou pela primeira vez o encontro em 2010.

  

Por Samara Neres, do Nucom SE

 


Saúde lança edital para informatizar 100% das unidades básicas do SUS

Medida viabiliza a adesão de todos os municípios ao prontuário eletrônico até o final de 2018. Empresas serão credenciadas para fornecer equipamentos e serviços de informática no país todo

Municípios de todo o país terão estrutura para instalar o prontuário eletrônico. O serviço será garantido por meio de edital do Ministério da Saúde lançado nesta quarta-feira (8/11), em Brasília. A concorrência vai cadastrar empresas das cinco regiões do Brasil para oferecer suporte de informática, como conectividade, equipamentos e treinamento de pessoal. A meta é que todas as Unidades Básicas de Saúde, porta de entrada do SUS e mais próximas da população, estejam informatizadas até o fim de 2018.

Com a iniciativa, todos os dados de atendimento do paciente, como prescrição de medicamentos, exames e consultas ficarão registrado nacionalmente e poderão ser consultados em qualquer Unidade Básica de Saúde do país. A adesão ao sistema eletrônico traz benefícios na qualificação do atendimento, evitando repetição de exames e encaminhamentos desnecessários, além do maior controle do gasto público. Estudo do Banco Mundial estima economia de R$ 22 bilhões por ano com a maior eficiência neste atendimento.

O projeto contará com investimento inicial do Ministério da Saúde de R$ 1,5 bilhão por ano e chegará a R$ 3,4 bilhões por ano em 2019. Atualmente, 64% das Unidades Básicas de Saúde não utilizam prontuário eletrônico, equivalente a 27,3 mil serviços. No país, só 30 milhões de brasileiros têm seus dados registrados digitalmente. Pelo projeto, todas as unidades poderão ser contempladas, inclusive com apoio de custeio para a manutenção dos serviços digitais já oferecidos. A previsão é que sejam fornecidos até 311 mil computadores, 293 mil tablets, 138 mil impressoras e 42 mil multifuncionais.

O edital para credenciamento está disponível no Portal do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br). Todas as empresas interessadas, independente do porte, podem participar. Elas devem se credenciar informando as características e funcionalidades de suas soluções e municípios em que pretendem atuar, permitindo que empresas com atuação regional também sejam contempladas.

A previsão é que no início de dezembro as cidades comecem a escolher o projeto que melhor atenda seu território. Em seguida, a concorrente selecionada deverá realizar uma visita técnica ao município, montando o cronograma de implantação do sistema de informatização das unidades. A empresa indicada deverá fornecer toda a informatização das unidades, desde equipamentos, dispositivos, sistemas de prontuário eletrônico e conectividade até os serviços necessários de implantação, treinamento, suporte e manutenção.

A transmissão 100% digital dos dados da rede municipal à base nacional permite ainda que o Ministério da Saúde verifique online como está sendo investido cada real do SUS na saúde do brasileiro. Com isso, será possível planejar e avaliar melhor as políticas de saúde.

REPASSES – O Ministério da Saúde pagará um valor mensal pelo serviço, em um contrato que deve durar 60 meses. A tabela dos valores foi definida por meio de um estudo técnico, e os repasses devem variar entre R$ 4 mil a R$ 7 mil mensais para uma UBS padrão, de acordo com a estrutura e dispositivos necessários a cada unidade de saúde, além da classificação de dificuldade em implantar o sistema de informatização no município.

Em relação a contrapartida, para os municípios que não possuem informatização, o Ministério pagará o valor total à empresa fornecedora do serviço e descontará até 50% do montante do repasse do Piso da Atenção Básica do município. O município que já possui UBS informatizada poderá receber da pasta até 50% do valor para auxiliar no custeio da informatização existente, desde que os dados sejam mensalmente enviados ao Ministério da Saúde.

Pelo modelo da proposta, cada empresa será responsável pela solução completa, não haverá necessidade de licitar qualquer outro item. Os critérios de qualidade dos serviços e o investimento inicial de cada empresa irão garantir as soluções sempre em funcionamento. O conjunto de empresas credenciadas montará uma estrutura para atender o maior número possível de municípios, viabilizando a implantação nas UBS em menos de 12 meses.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO – Atualmente, o Brasil possui 42.495 UBS em funcionamento. Deste total, 15.488 UBS (35%), localizadas em 3.070 municípios enviam dados por meio do Prontuário Eletrônico. O Ministério da Saúde oferece gratuitamente o e-SUS AB, mas os municípios podem optar por desenvolver ou utilizar seus sistemas próprios.

Com a plataforma digital, todos os serviços de saúde do país poderão acompanhar o histórico, os dados e resultado de exames dos pacientes, verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde, melhorando o atendimento ao cidadão.

Texto: Agência Saúde

HIV e Aids: Ministério da Saúde lança aplicativos voltados para profissionais de saúde e cidadãos

Viva Bem funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids e outros quatro para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos

APLICATIVOS – No encerramento do 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), realizado, na última sexta-feira (29/9), em Curitiba/PR, foram lançados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, aplicativos para ajudar profissionais de saúde e cidadãos na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e aids. Os aplicativos estão disponíveis para as plataformas Android e iOS.

Para os cidadãos que vivem com HIV/aids, estará disponível o aplicativo Viva Bem que funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids. Nele, é possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

aids appSerão quatro aplicativos para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos – sem conexão com internet. Os aplicativos permitem o acesso simples e rápido aos documentos na forma de guia de bolso: Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas de PrEP, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV em Crianças e Adolescentes, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para prevenção da transmissão Vertical do HIV, sífilis e Hepatites Virais e Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV – Adultos.

MEDICAMENTO INOVADOR
Todas as pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil terão acesso ao dolutergravir, medicamento mais moderno e eficaz. O anúncio da expansão deste tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) também foi feito Na sexta-feira (29) pelo Ministro. O evento reuniu desde terça-feira (26/9), cerca de 4 mil participantes, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O tema do congresso é “Prevenção Combinada: multiplicando escolhas”. Atualmente, o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas com a expansão do tratamento no SUS, mais de 300 mil pessoas vivendo com HIV e aids, terão acesso ao medicamento até o final de 2018.

O aumento da oferta é mais um resultado do compromisso de otimizar os recursos. Considerado um dos melhores tratamento para a aids do mundo, o medicamento apresenta uma série de vantagens como alta potência; nível muito baixo de eventos adversos; comodidade para o paciente (uma vez ao dia); tratamento eficaz por mais tempo e menor resistência. A incorporação do Dolutegravir não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão.

“Essa ampliação decorre dessa nossa prática de economizar e reaplicar essa economia nos serviços de saúde e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros. Tenho certeza que todos ficaram satisfeitos com essa ampliação do melhor medicamento do mundo para todos os portadores de HIV, além dos aplicativos que ajudarão profissionais e população”, enfatizou o ministro Ricardo Barros.

TRANSMISSÃO VERTICAL - Durante a cerimônia de enceramento do evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Com o objetivo de incentivar o engajamento dos municípios no combate à transmissão vertical, o Ministério da Saúde lançou no 1º de dezembro do ano passado, com os estados, um selo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis no Brasil.

“Recebemos vários municípios que estão certificados da transmissão vertical do HIV e esperamos que o Brasil todo avance nesse sentido para que possamos na assembleia da ONU do ano que vem ser reconhecidos como mais um pais que eliminou essa transmissão, que é uma tarefa difícil, mas possível de ser eliminada. Tenho certeza que várias cidades saem do Congresso estimulados a fazerem a lição de casa”, ressaltou o ministro.

Tendo como base uma adaptação de critérios já estabelecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação será concedida a municípios cujas taxas de detecção de aids em menores de 5 anos sejam iguais ou inferiores que 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas e proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses. Serão certificados, prioritariamente, os municípios com mais de 100 mil habitantes. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros. Os municípios receberão certificação no Dia Mundial de Luta contra Aids. A estratégia conta com o apoio da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância); Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids no Brasil) e OPAS.

PREP - Outro destaque do Congresso foi o lançamento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV. A medida de prevenção reduz o risco da infecção pelo HIV antes da exposição, por meio da utilização de medicamentos antirretrovirais (tenofovir associado à entricitabina) em pessoas não infectadas e que mantêm relações de risco com maior frequência. Entre o público-alvo da medida estão homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais soro diferentes.

O documento traz as orientações para utilização dessa nova estratégia de prevenção dentro do SUS. Entre outros temas, o protocolo ressalta que o fato de fazer parte desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV. Além disso, o protocolo orienta aos profissionais de saúde observar as práticas sexuais, as parcerias sexuais e os contextos específicos associados a um maior risco de infecção. Na entrevista inicial, profissionais de saúde irão orientar os pacientes sobre o procedimento e realizar uma série de exames como HIV, sífilis, hepatite B e C, função renal e hepática. O documento explica ainda que a incorporação da PrEP não desestimula o uso do preservativo. Ou seja, a profilaxia não previne outras infecções sexualmente transmissíveis.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, a partir de dezembro deste ano, em 22 cidades de todo o país: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Passos (MG), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo(SP), São Bernardo do Campo(SP), Ribeirão Preto (SP), São Jose Rio Preto (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Piracicaba (SP). Segundo dados do Boletim Epidemiológico, as taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral (0,4%). Nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH), a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%. Entre pessoas trans a prevalência chega a 31,2%.

 

Fonte: Agência Saúde

DATASUS conhece projeto Pernambuco Conectado

Programa leva conectividade a serviços de TIC a mais de 3 mil unidades do Governo

datasus seCom o objetivo de realizar uma visita técnica a fim de conhecer o projeto PE Conectado, o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Guilherme Telles e o coordenador-Geral de Infraestrutura, Flávio Ferreira, foram recebidos pelo presidente da Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI), Romero Guimarães e pelo gerente de Redes e Conectividade, José Rangel, na última quarta-feira (18/10).

O projeto se assemelha a iniciativa inovadora do Ministério da Saúde para a informatização de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). O intuito é levar conectividade a serviços de TIC a mais de três mil unidades do Governo Pernambucano espalhadas por todo o estado. Entre os serviços ofertados estão e-mail corporativo, internet de banda larga, telefonia VoIP (voz sobre IP).

O projeto PE Conectado conta ainda com nove Centros de Gerenciamento para operação e comando de toda a rede. Para Guilherme Telles, a iniciativa tem sido sucesso e exemplo na gestão dos recursos de informação e informática para os demais Estados da federação. “São mais de 30 mil pontos de telefonia fixa, aproximadamente 11 mil pontos de telefonia móvel e cerca de 420 câmeras de via pública. A visita foi, sem dúvidas, muito positiva no sentido de trazer possíveis contribuições para o projeto de informatização das UBS’s em todo o Brasil”, ressalta.

Samara Neres, do Nucom DATASUS

Parada técnica programada para potencializar banco de dados

Visando potencializar o desempenho do banco de dados do Ministério da Saúde, o Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS) realizará, em 6 de outubro, uma parada técnica programada no ambiente Oracle em Brasília e no Rio de Janeiro que irá começar às 23h e terá duração de 2h.

Isso significa que sistemas de saúde como o Ouvidor SUS, o Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus), o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e o Farmácia Popular poderão passar por instabilidades durante o procedimento. (Confira a lista completa).

Alguns sistemas que poderão ficar instáveis:

Sistemas de saúde externos

>> Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB)

>> Sistema de Cadastramento de usuários do SUS (CADSUS)

>> Plataforma Brasil

>> Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (SIOPS)

>> Sistema de Informações Ambulatoriais (SIASUS)

 

Mais informações:

(61) 3315-3551 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Texto: Nucom do DATASUS