Guilherme Telles é nomeado como novo diretor do DATASUS

diretor guilhermeO Diário Oficial da União publicou a nomeação do novo diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Guilherme Telles Ribeiro, na última sexta-feira (8/9). Com 30 anos de experiência em gestão de tecnologia da informação e forte vivência em controle de projetos, governança e processos, Telles terá a missão de coordenar as ações voltadas para o aperfeiçoamento dos sistemas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao assumir o cargo no Ministério da Saúde, Guilherme teve que deixar a função de diretor de projetos do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do estado do Rio de Janeiro (PRODERJ). Desempenhou ainda a função de Subsecretário de Projetos Estratégicos, na Secretaria Municipal de Administração, da Prefeitura do Rio de Janeiro de 2011 a 2016.

De 2009 a 2011, esteve como presidente da INPLANRIO, empresa municipal de informática responsável pela administração dos recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação do RJ. Além disso, exerceu funções no Ministério da Educação, Banco Nacional e Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro.

Guilherme é graduado em Administração de Empresas e possui especialização MBA em Gestão de TI e Negócios Virtuais, além de várias certificações voltadas para a área de tecnologia da informação.

 

Texto: NUCOM/DATASUS/SE/MS

Foto: Samara Neres


Ministério da Saúde vai disponibilizar software para controlar ações judiciais em saúde

O S-Codes foi elaborado e implantado pelo governo do Estado de SP, que vai disponibilizar a ferramenta à União. Ação vai possibilizar cruzar informações para evitar fraudes

softwareO Ministério da Saúde vai ofertar aos estados e municípios a plataforma web S-Codes, sistema que vai permitir traçar o panorama real da judicialização em todo o país. A medida é uma resposta ao crescimento de ações judiciais em saúde. O S-Codes foi elaborado e implantado em 2005 pelo governo do Estado de São Paulo. Nesta quinta-feira (27), o Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de São Paulo assinaram um termo de cessão, que vai disponibilizar a ferramenta à União.

Na ocasião, também foi assinada uma resolução tripartite (governo federal, estados e municípios) para formalizar a distribuição da ferramenta para todo o país gratuitamente. Com a plataforma, o Ministério pretende estabelecer cooperação entre os entes para avaliar, controlar, detectar fraudes, assegurar o cumprimento de decisões e otimizar a aquisição e dispensação de medicamentos.

“O nosso interesse é que a judicialização sirva apenas de acesso aos cidadãos brasileiros como preconiza a constituição a saúde. E não a outros interesses. Nós teremos Estados, Municípios e a União integrados nesse sistema cedido pelo estado de São Paulo. Isso vai nos permitir analisar melhor os dados, esclarecer melhor aos senhores magistrados sobre essas demandas e usar com mais justiça os recursos da saúde. Uma sentença judicial não cria um dinheiro novo, ela desloca um dinheiro de uma ação programada da atenção básica, imunização, de média e alta complexidade para a judicialização. Portanto, desestrutura todo o orçamento da saúde que estava previsto e aprovado desde o Conselho Nacional de Saúde até o Congresso Nacional”, disse ministro Ricardo Barros.

A necessidade da ferramenta foi apontada durante as reuniões realizadas pelo Grupo de Trabalho (GT) de Judicialização, coordenado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). O GT foi criado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, com o objetivo de identificar as principais questões que envolvem a judicialização no Brasil. Entre os pontos em discussão, estava o impacto financeiro aos cofres públicos nas três esferas.

“Todos os gestores irão contribuir na utilização desse software para avançarmos nessa medida que vem ao encontro do desejo de todos nós que seria usar da melhor forma possível os recursos disponíveis do SUS para atender a população”, afirmou a coordenadora de planejamento de saúde do Estado de São Paulo, Silvany Lemos Cruvinel.

O S-Codes é um sistema de informações que visa controlar e gerenciar demandas judiciais e solicitações administrativas relativas aos serviços de saúde. A medida permitirá que o Ministério da Saúde, estados e municípios possam cruzar dados para identificar quem são os pacientes, médicos, prescritores e advogados que entram com ações judiciais, além dos juízes que emitem as sentenças. A ação vai possibilitar evitar possíveis fraudes relacionadas à judicialização em saúde.

RECURSOS GASTOS – Em sete anos, foram destinados pela União R$ 4,5 bilhões para atender a determinações judiciais de compra de medicamentos, dietas, suplementos alimentares, além de depósitos judiciais, um aumento no gasto de 1.010%, entre 2010 e 2016. Em 2017, até maio, a cifra já chega a R$ 715 milhões. Do total, R$ 687 milhões foram destinados à compra de 494 itens. Entre os medicamentos mais caros, 12 remédios já custaram ao Ministério da Saúde R$ 656 milhões para atender as demandas judiciais. Entre eles, o medicamento Eculizumab (Soliris). Até o final deste ano, incluindo também estados e municípios, a perspectiva é de que o gasto com determinações judiciais, em 2017, chegue a R$ 7 bilhões.

AÇÕES – O Ministério da Saúde tem subsidiado o Judiciário com informações que visam contribuir para a compreensão da formatação constitucional e legal do SUS, bem como para os tratamentos oferecidos. O diálogo é mantido com todos os atores envolvidos na judicialização da Saúde - promotores, procuradores, advogados, juízes, desembargadores e ministros.

Em novembro de 2016, o Ministério da Saúde lançou uma ferramenta com subsídios técnicos para apoiar o judiciário nas decisões relacionadas à saúde em todo o país. Os subsídios serão baseados em evidências científicas para a solução das demandas analisadas pelos magistrados. A medida é resultado de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que irá criar documentos de apoio aos Núcleos de Avaliação Tecnológica do Ministério da Saúde e do Judiciário por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI). O termo também prevê apoio ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a criação de uma base de dados e ferramentas de consulta, que permitirão maior eficiência na gestão dessas informações.

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – Em 2016, o Ministério da Saúde investiu R$ 15,9 bilhões na compra de medicamentos, o que representa um aumento de mais de 100%, se comparado a 2010, quando foram gastos R$ 6,9 bilhões. A pasta distribui gratuitamente 14 medicamentos, sendo 11 para hipertensão e diabetes e três para asma.

A incorporação de novas tecnologias no SUS é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício, sendo acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de Saúde, além de garantir a segurança dos pacientes. A análise é feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), criada em 2012 com o objetivo de assessorar o Ministério da Saúde na decisão de incorporação de novas tecnologias no SUS.

Ministério da Saúde lança Plano Diretor de Tecnologia da Informação

portaria que aprova o Plano Diretor de Tecnologia da Informação do Ministério da Saúde (PDTI/MS), biênio 2017-2018, foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (9/6). O PDTI foi elaborado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e contou com a participação de todas as áreas que compõem o MS.

O PDTI é o plano que define o conjunto de metas e ações que deverão direcionar os investimentos e inciativas em TI durante o período de vigência, buscando o aprimoramento da governança institucional, a fim de reduzir a possibilidade de alocação inadequada de recursos públicos.

Neste sentido, o plano foi produzido a partir de um diagnóstico do Ministério, feito com o objetivo de compreender a situação atual da organização e identificar as necessidades de informações, conhecimentos e tecnologias relevantes para o órgão.

Para o diretor do DATASUS, Marcelo Fiadeiro, grande parte das atividades relacionadas a saúde está no processamento e gestão da informação, serviços altamente dependentes da TI. “Entendo que o fomento à inovação e o emprego intensivo dos recursos de tecnologia da informação são meios de tornar a instituição mais célere e focada no atendimento às políticas públicas de saúde”, afirma.

Clique aqui para consulta e download do PDTI 2017/18

Robson Luiz Galvão é o novo Coordenador-Geral da Coordenação de Análise e Manutenção

robsonO novo titular da Coordenação- Geral de Análise e Manutenção (CGAM/DATASUS/SE/MS) foi nomeado em junho de 2017. É Servidor Público Federal desde 1996.  Bacharel em Sistemas de Informação pela Sociedade Paranaense de Ensino e Informática (SPEI) de Curitiba, teve artigo científico publicado em congresso voltado para área. O novo Coordenador possui especialização em Tecnologias Educacionais.

 Com quase 15 anos de experiência em gestão de Tecnologia da Informação (TI) no setor público, o atual titular já ocupou vários cargos e funções no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. Foi chefe de TI na Superintendência Regional do Estado do Paraná; Coordenador de Infraestrutura de Informática; Coordenador-Geral de Modernização e Informática; Analista de TI e Coordenador-Geral de Tecnologia da Informação.

Galvão dará continuidade aos trabalhos, visando atingir os objetivos e diagnosticando necessidades de novas soluções de sistemas junto aos órgãos/unidades do Ministério da Saúde.

Ministério lança aplicativo para ampliar o acesso da população às informações de saúde

e-SAÚDE recebe prêmio nacional de inovação e tecnologia. Plataforma vai permitir que cerca de 170 milhões de brasileiros em todo o país possam ter acesso rápido a serviços.

Escolhida4O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou nesta quinta-feira (1º) o aplicativo e-SAÚDE, novo canal de comunicação entre o Ministério da Saúde e o cidadão. A nova ferramenta foi apresentada durante o evento Dados Abertos sobre a Saúde no Brasil, do Google, em São Paulo. O aplicativo foi criado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e oferece, de forma online, informações em saúde de uso pessoal e restrito a cada cidadão brasileiro, como o acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, acompanhamento do cartão de vacinação, lista de exames realizados, além de outras informações.

A nova ferramenta deverá estar disponível nos próximos dias nos principais sistemas operacionais do mercado, Apple iOS e Google Android e poderá ser acessado por tablets e smartphones.

“A informatização é uma das prioridades dessa gestão. Precisamos usar a tecnologia para integrar os dados da saúde, promover a correta aplicação dos recursos públicos, aprimorar o planejamento das ações e, principalmente, ampliar o acesso e a qualidade da assistência prestada à população, tornando o atendimento mais eficiente”, destacou o ministro Ricardo Barros. Ele ressaltou que o uso da tecnologia evita o desperdício no SUS e permite receber a avaliação do cidadão do serviço utilizado.  “Atualmente, 30% das pessoas marcadas para consultas especializadas não comparecem e não dispomos de agilidade para chamar outra pessoa a esta consulta. Além disso, 50% dos exames de análises clínicas não são retirados”, explicou o ministro, durante o evento desta quinta-feira

Diretor do DATASUS, Marcelo Fiadeiro e coordenadores-gerais com o Prêmio Case de Sucesso Portal IT4CIO

O aplicativo vai aproximar ainda o contato entre os pacientes e as unidades de saúde distribuídas em todo o Brasil, entre elas: farmácia popular, postos de saúde, serviços de urgência, academia da saúde, hospital, maternidade, centro de atenção psicossocial, maternidade e centro de especialidade. Basta o cidadão acessar as informações de onde ele se encontrar, que o aplicativo vai apontar o melhor local para o atendimento. “Se tornou mais simples para o cidadão descobrir onde deve buscar atendimento na rede pública de saúde, já que agora a informação está na palma da mão", observou o diretor do Departamento de Informática do SUS, Marcelo Fiadeiro.

Escolhida1O cidadão vai poder fazer denúncias online por meio da Ouvidoria do SUS 136. Nessa opção, o paciente pode relatar queixas de atendimentos, além de questionar possíveis atendimentos não realizados e que constam no cadastro do usuário do SUS.

Para o funcionamento do aplicativo e-Saúde, o Ministério da Saúde está interligando os sistemas de informação do SUS que já estão em funcionamento. A ferramenta já conta com informações do Hórus, Hemovida, Cartão SUS, CNES, e-sus AB, Ouvidoria e o Sistema DE Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI).

PARCERIA COM O GOOGLE – Durante o eventoDados Aberto sobre a Saúde no Brasil’, em São Paulo, o Google apresentou o resultado da parceria firmada com o Ministério da Saúde para a disponibilização dos dados georreferenciados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES). A parceria vai permitir a publicação dos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, no Google Maps.  A ideia é facilitar o acesso do cidadão à informação sobre os estabelecimentos de saúde e, com isso, identificar a unidade de saúde mais próxima da sua casa por meio do aplicativo.

O evento teve como objetivo debater os benefícios da política de dados abertos na saúde, promover o uso dos dados disponibilizados pelo governo pela sociedade civil e empresas, além de fomentar a troca de conhecimentos sobre as políticas públicas de dados abertos.

Aplicativo e-SAÚDE recebeu recentementeo Prêmio Case de Sucesso Portal IT4CIO, durante o evento CIO Brasil GOV em Florianópolis (SC)

EscolhidaPREMIAÇÃO – O aplicativo e-SAÚDE recebeu recentementeo Prêmio Case de Sucesso Portal IT4CIO, durante o evento CIO Brasil GOV em Florianópolis (SC).  O objetivo da premiação é dar visibilidade à implantação de uma solução e estimular o compartilhamento de experiências entre os profissionais de Tecnologia da Informação (TI) de todo o país. O Datasus concorreu na etapa final de avaliação do prêmio, com as instituições, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Espirito Santo.

O CIO Brasil GOV foi realizado em Florianópolis, entre os 24 e 28 de maio, e propôs à comunidade de TI do setor público a atualização profissional e integração entre os participantes. Com o tema “Tecnologia Disruptiva”, os executivos puderam debater este termo o qual elucida a ideia de quebra de velhos paradigmas, a fim de apresentar algo altamente inovador.

 

Texto: Agência Saúde