Quer fazer o bem? Inspire-se na história do Fernando Mesquita, servidor do DATASUS há 27 anos

fernandoQuando se fala em fazer o bem ao próximo, a primeira coisa que pode vir à mente é algum trabalho de assistência social, de doação de itens como alimentos, roupas, brinquedos, ou até mesmo dinheiro a instituições. Mas existem muitas outras formas de fazer a diferença na vida das pessoas, algumas que saem totalmente do convencional.  

Uma dessas formas nada comuns de se fazer o bem é ajudar candidatos com necessidades especiais em concursos. Este é o caso do servidor do DATASUS Fernando Mesquita Rodrigues, e sua esposa, Cláudia Lilian Reich Marques, que doam algo tãoimportante quanto um item de necessidade básica: o tempo. Eles atuam como ledores e transcritores para candidatos que se encontram impossibilitados de fazerem a leitura das provas. “Normalmente, são pessoas com deficiência visual, com deficiência física, com transtornos funcionais específicos, acidentadas entre outras”, explica Fernando.

Graduado em Direito, Administração e Informática, o Analista de Organização e Métodos trabalha no DATASUS desde a sua criação, em 1991. Atualmente, ele está lotado na Divisão de Manutenção de Sistemas de Saúde. Fernando conta que ele e Cláudia, que é comissária de bordo aposentada, decidiram fazer esse trabalho porque procuravam formas de ajudar o próximo e de, ao mesmo tempo, se sentirem prestativos. “Sempre tivemos a preocupação com a realização de algo nessa área. Achamos que é uma forma de contribuir para uma sociedade mais solidária, inclusiva, justa, igualitária e feliz”, completou.

Somos os olhos do candidato

Ele explica que os ledores podem atuar na leitura de provas, exames, livros, periódicos, entre outros materiais. “No momento das provas, somos os olhos do participante. Transformamos o conteúdo da linguagem escrita, constante nos diversos tipos de provas, em uma linguagem oral, de forma a dar possibilidades ao participante especializado de realizar o exame em igualdade de condições com os demais participantes”, disse.

Já a função do transcritor, de acordo com Fernando, é a de transcrever as respostas das pessoas que se encontram impossibilitadas. “Transcrevemos todas as respostas determinadas pelo participante, tais como: marcações no cartão resposta, rascunho de redação, redação final e rascunho de cálculos”, explica.

Perguntado sobre alguma história que tenha sido marcante neste trabalho, Fernando diz que todas as participações são marcantes. “Cada participante especializado é uma história de superação de vida. Cada atuação é uma nova experiência e um novo aprendizado. Todos são muito importantes”, enfatiza.  

“Ao atuar como ledor/transcritor, ajudamos o participante em um processo de inclusão na sociedade, colaboramos para que o candidato realize sua prova, absorvemos experiências enriquecedoras, nos sentimos úteis à sociedade, dentre outros aspectos positivos. É uma satisfação poder colaborar para que um participante especializado possa se inserir no contexto social e profissional”, completa o analista, que contou ainda que sua esposa Cláudia, além de atuar nessa função junto com ele, também é voluntária no Centro de Transplante de medula Óssea.

Não foi por acaso que descobrimos a história do Fernando e desse lindo trabalho que ele realiza junto com sua esposa. E também não foi ele quem nos contou diretamente. Quem teve a ideia de contar essa história foi o Analista da Coordenação-Geral de Disseminação de Informações em Saúde (CGDIS), José Carlos de Souza Santos Jorge. “Durante cerca de 10 anos, fui gerente do Fernando e pude constatar a dedicação profissional que ele tem ao SUS. Este trabalho apenas confirma que ele é uma pessoa sensacional”, avalia.

Se você realiza algum trabalho voluntário e tem uma história legal para contar, ou se conhece alguém do DATASUS que atue em alguma ação como esta, entreem contato com a Comunicação e inspire outras pessoas a fazer o bem!

 

Por Tabita Marinho, do Nucom/DATASUS/SE/MS