Pesquisa com dados do DATASUS sobre mobilidade em pacientes com esclerose múltipla é um dos destaques do 15º Encontro Anual de Esclerose Múltipla BCTRIMS 2014

Publicado em 08 de agosto 2014

Resultados de uma pesquisa nacional sobre mobilidade em portadores da doença, dados clínicos e mecanismo de ação de tratamentos inovadores fIzeram parte da programação do encontro científico que aconteceu esta semana, em Campinas (SP).
 
Considerada um sério problema de saúde pública mundial, devido ao impacto socioeconômico que causa, a esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica inflamatória e incapacitante que acomete 2,5 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há 35 mil portadores e cerca de 13 mil em tratamento, de acordo com o DATASUS.
 
Dada a sua importância, neurologistas e médicos de outras especialidades de todo o País e do exterior estiveram reunidos entre os dias 6 e 9 de agosto, na cidade de Campinas, interior paulista, para a 15ª edição do Encontro Anual de Esclerose Múltipla BCTRIMS 2014. O evento, realizado pelo Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa da Esclerose Múltipla (BCTRIMS), tem como objetivo discutir os avanços no conhecimento das causas da doença, ainda sem cura, e de seu tratamento.
 
Nesta ocasião, a Biogen Idec, empresa de biotecnologia realizará um simpósio satélite que apresentará, entre outros temas, os resultados de uma pesquisa de mercado sobre mobilidade em pacientes brasileiros e dados clínicos sobre inovações terapêuticas.
 
Participaram do evento renomados especialistas brasileiros, como o Dr. Leonardo de Deus Silva, mestre em Neurologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, que será mediador do simpósio.
 
Outro destaque foi a palestra do Dr. André Luiz Muniz Alves dos Santos, Coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital São Rafael, Salvador, BA, Mestre e Doutor em Imunologia e Pesquisador Associado do Serviço de Imunologia do HUPES/UFBA, que apresentou pesquisa de mercado de mobilidade em pacientes brasileiros com EM, e discorreu sobre o uso da fampridina no tratamento da dificuldade de caminhada em pacientes com Esclerose Múltipla.
 
Para encerrar a discussão, o Sr. Tarso Adoni, doutor em Neurologia pela FMUSP e Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Heliópolis, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, apresentou os principais dados clínicos e mecanismo de ação do Fumarato de Dimetila.
 
Sobre a esclerose múltipla: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central (SNC) - constituído pelo cérebro, medula espinhal e nervos ópticos.[i] Atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.[ii] No Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença[iii], sendo que aproximadamente 13 mil estão em tratamento atualmente.[iv] Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.[v] A progressão, gravidade e sintomas variam de uma pessoa para outra. Sua causa é desconhecida, mas a hipótese mais aceita é que seja uma doença autoimune complexa e que fatores genéticos e ambientais também sejam responsáveis pelo seu aparecimento e evolução. A esclerose múltipla recorrente-remitente é a forma mais comum da doença, representando 85% dos casos. É caracterizada por surtos (sintomas clínicos que ocorrem em episódios) bem definidos, com recuperação completa ou sequelas permanentes após os surtos.
 
Fonte: http://www.segs.com.br/saude/