Bronquite crônica causa 40 mil mortes a cada ano, revela dados do DATASUS

Publicado em 17 de novembro 2014

A cada hora três brasileiros morrem em decorrência da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), popularmente conhecida como bronquite crônica ou enfisema pulmonar. No País ocorrem cerca de 40 mil mortes a cada ano, segundo o DATASUS - Departamento de Informática do SUS. Causada principalmente pelo tabagismo em suas diversas formas (cigarros, cachimbo, charuto, cigarros de Bali, narguilé, cigarro eletrônico etc), a doença leva à dificuldade de respirar e ao cansaço progressivo que dificulta a realização de atividades simples do dia a dia como andar, trocar de roupa ou tomar banho.

No próximo dia 19 de novembro é celebrado o Dia Mundial da DPOC. Para alertar sobre a importância do diagnóstico, a companhia farmacêutica Boehringer Ingelheim realizará mutirões de diagnóstico oferecendo o exame de espirometria em Itajubá, no estado de Alagoas. A ação acontece em parceria com a prefeitura municipal.

A primeira avaliação realizada pelo exame de espirometria, conhecida também como “teste do sopro”, consiste num procedimento simples que permite medir a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Caso o paciente esteja fora dos padrões normais para sua idade, ele será encaminhado para uma avaliação criteriosa com um pneumologista e será realizado o teste completo de espirometria, exame que, basicamente, mede o volume de ar dentro do pulmão e que é fundamental para garantir o diagnóstico e avaliar a gravidade da DPOC. Os participantes também terão a pressão arterial aferida e receberão material informativo sobre a doença.

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da DPOC. Os primeiros sintomas (tosse, pigarro, indisposição e falta de ar) são confundidos com sinais do envelhecimento ou associados com o hábito do fumante, fazendo com que o diagnóstico correto seja feito quando a doença está avançada e o pulmão do paciente bastante comprometido. Entre os sintomas mais comuns estão: tosse seca ou produtiva (com catarro), falta de ar e a consequente limitação para exercícios físicos simples, como subir escadas ou caminhar.

Progressiva e irreversível, a doença se caracteriza pela manifestação conjunta da bronquite e do enfisema pulmonar. O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC, causando cerca de 85% dos casos da doença. Isso porque a fumaça inalada causa a inflamação e a obstrução dos brônquios (bronquite crônica) e/ou a destruição dos alvéolos (enfisema pulmonar), responsáveis pelas trocas gasosas.

“Embora a lesão pulmonar seja irreversível, os sintomas podem ser tratados. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento, diminuindo a velocidade de progressão da doença”, afirma o pneumologista Alberto Cukier, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.  Existem hoje medicamentos capazes de tratar a DPOC e de controlar os principais sintomas nos diferentes estágios da doença.

Fonte: Jornal Primeira Edição | AL