Sistema de auditoria criado pela Conab vira modelo para setor público

Siaudi reduz custos com ganhos de autonomia, rapidez, eficiência e segurança de dados

Novacki ConabO Sistema de Auditoria Interna (Siaudi) desenvolvido e utilizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi incorporado ao Portal do Software Público Brasileiro, do Ministério do Planejamento, e já está disponível para download a qualquer interessado. Todas as instituições da administração pública poderão utilizar a ferramenta de suporte às atividades de auditoria.

Durante a cerimônia de lançamento do sistema no Portal do Software Público Brasileiro, nesta quinta-feira (1), o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, destacou que iniciativas como essas devem ser incentivadas na administração pública brasileira. “Essa ação da Conab vem ao encontro do programa de desburocratização do Ministério, lançado na semana passada no Palácio do Planalto, para modernizar o serviço público”.

O presidente da Conab, Marcelo Bezerra, salientou que um programa como o Siaudi custa cerca de R$ 600 mil e a utilização gratuita desse sistema por vários órgãos públicos, propiciará uma grande economia para o país. “É um exemplo de redução de custos”, afirmou.

O Siaudi possibilita que os processos de auditoria e acompanhamento de pendências sejam totalmente digitais. Além dos ganhos em eficiência, autonomia, celeridade e segurança de dados, gera economia e proteção ambiental, tendo em vista que dispensa a impressão de documentos.

O programa foi criado e desenvolvido pela Superintendência de Gestão da Tecnologia da Conab em conjunto com a Auditoria Interna da companhia, que utiliza a ferramenta desde 2008. Em parceria com a Conab, o sistema foi adotado por diversos órgãos da administração pública, como Defensoria Pública da União, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Agora, qualquer órgão público pode facilmente acessar a ferramenta, em sua segunda versão, por meio do Portal do Software Público.

O Portal é um ambiente de compartilhamento de software criado pelo governo federal em 2007. A iniciativa contribui para a gestão racional dos recursos públicos e para o reforço da política de software livre, além de ampliar parcerias entre os órgãos. 

Fonte: Ministério da Agricultura


Ministério da Saúde lança Plano Diretor de Tecnologia da Informação

A portaria que aprova o Plano Diretor de Tecnologia da Informação do Ministério da Saúde (PDTI/MS), biênio 2017-2018, foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (9/6). O PDTI foi elaborado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e contou com a participação de todas as áreas que compõem o MS.

O PDTI é o plano que define o conjunto de metas e ações que deverão direcionar os investimentos e inciativas em TI durante o período de vigência, buscando o aprimoramento da governança institucional, a fim de reduzir a possibilidade de alocação inadequada de recursos públicos.

Neste sentido, o plano foi produzido a partir de um diagnóstico do Ministério, feito com o objetivo de compreender a situação atual da organização e identificar as necessidades de informações, conhecimentos e tecnologias relevantes para o órgão.

Para o diretor do DATASUS, Marcelo Fiadeiro, grande parte das atividades relacionadas a saúde está no processamento e gestão da informação, serviços altamente dependentes da TI. “Entendo que o fomento à inovação e o emprego intensivo dos recursos de tecnologia da informação são meios de tornar a instituição mais célere e focada no atendimento às políticas públicas de saúde”, afirma.

Clique aqui para consulta e download do PDTI 2017/18

Ministério da Saúde avança na informatização do SUS

 

O Ministério da Saúde deu um passo fundamental para informatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram assinadas nesta quinta-feira (25), pelo ministro Ricardo Barros durante a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), duas resoluções que vão aprimorar o registro de dados de serviços, reduzindo custos e tempo de alimentação por parte dos gestores de saúde: a que constitui o Conjunto Mínimo de Dados (CMD), ferramenta que unificará os sistemas existentes, e a que institui o Comitê Gestor da Estratégia E-Saúde, um grupo de ações de saúde por meio eletrônico.

O aperfeiçoamento dos sistemas de informação do SUS é uma das prioridades já anunciadas pelo ministro. O objetivo é integrar o controle das ações, permitindo a correta aplicação dos recursos públicos e o fornecimento de dados adequados para o planejamento e para a execução das prioridades do setor.

“Essa estratégia vai facilitar o registro de informações, em um layout único, evitando o abastecimento da mesma informação em sistemas diferentes, e ainda possibilitando economia financeira com a manutenção de cada sistema, tanto no nível local quanto nacional, e de capacitação de usuários”, avaliou o ministro Ricardo Barros. Para ele, este avanço colocará o SUS no patamar de sistemas de saúde avançados do ponto de vista do gerenciamento das informações.

A implantação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) será gradual e unificará nove sistemas adotados no SUS: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC), Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde (RAAS), Autorização de Internação Hospitalar (SISAIH01), Coleta da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA01), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), Sistema de Informação Hospitalar (SIH), Processamento da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA02) e Sistema de Regulação, Controle e Avaliação (SISRCA).

O registro das informações no CMD será realizado por todos estabelecimentos de saúde públicos e privados em território nacional, e poderá ser realizado por meio dos sistemas já existentes que serão integrados no Barramento da Saúde, ou por meio de solução gratuita disponibilizada pelo Ministério da Saúde.

A previsão é que o funcionamento do CMD ocorra em três etapas. O sistema começará a receber dados da Atenção Básica, por meio do e-SUS Atenção Básica, e da Saúde Suplementar, por meio das Guias da Troca de informações da Saúde Suplementar, (TISS), a partir da publicação das resoluções assinadas durante a CIT, com o desligamento da alimentação por meio dos respectivos sistemas ao longo de setembro. Já a segunda etapa prevê o recebimento no CMD de dados hospitalares e ambulatoriais, tanto dos procedimentos realizados no SUS quanto nas redes privada e suplementar, com o desfecho dos demais sistemas em meados de 2017. Na última etapa, já será possível realizar todo o faturamento ambulatorial e hospitalar do SUS por meio do CMD.

e-SAÚDE – Também está avançando o projeto e-Saúde, conjunto de ações que qualifica a gestão da saúde por meio eletrônico, como o CMD, o Registro Eletrônico de Saúde (RES) e a Telemedicina. Nesta quinta-feira, foi firmado o entendimento com estados e municípios, por meio da CIT, para a instituição de um comitê gestor, que vai definir a política e as estratégias para o aprimoramento e expansão do SUS no campo virtual.

O Comitê será composto por representantes de todas as secretarias do Ministério da Saúde, da ANS, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

Os trabalhos do grupo deverão ser iniciados em 15 dias, a partir da indicação dos membros de cada órgão integrante e da elaboração do seu Regimento Interno. Os membros vão coordenar o desenvolvimento de aplicações informatizadas no âmbito do Ministério da Saúde, além de apoiar atividades administrativas de estabelecimentos de saúde e de fluxo na rede de atenção à saúde, garantindo maior resolutividade em um menor número de sistemas.

Também foi apresentada durante a CIT a plataforma Mapa da Saúde, que permite a descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada. A ferramenta passa por ajustes e deverá ser utilizada na identificação das necessidades de saúde da população de cada município, região ou estado, orientando o planejamento e contribuindo para o estabelecimento de metas.

Fonte: Agência Saúde

Abertas pré-inscrições para 1º Seminário de Conectividade do Ministério da Saúde

concetividadeO Ministério da Saúde está recebendo pré-inscrições de empresas, associações, startups e pessoas físicas que tiverem interesse em apresentar projetos na área de gestão da atenção à saúde durante o 1º Seminário de Conectividade do Ministério da Saúde. O evento, que será realizado no dia 13 de setembro de 2106, será focado em Gestão Hospitalar, Ambulatorial, Laboratorial e Prontuário Eletrônico, e se destinará aos gestores da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS).

As propostas podem ser cadastradas até o dia 07 de setembro de 2016 via formulário FormSUS disponível aqui. Os cadastros serão analisados por comissão da SAS e os selecionados serão notificados via e-mail até o dia 9 de setembro. 

É importante ressaltar que não existe nenhum propósito para contratação de soluções de Tecnologia da Informação fora da legislação vigente que rege a Administração Pública Federal. Os candidatos que não forem notificados dentro do prazo poderão apresentar novos projetos nas edições futuras do seminário.

Serviço
1º Seminário de Conectividade do Ministério da Saúde
Data: 13/09/2016
Horário: 8h às 18h
Local: Auditório Externo Fiocruz Brasília - Avenida L3 Norte, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, SC 4.
Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Clique aqui para acessar o formulário para pré-inscrições. 

Coordenador-geral de Infraestrutura do DATASUS fala sobre desafios da área

Foto Flavio CGIEHá 24 anos atuando na área de tecnologia da informação, o novo coordenador-geral de Infraestrutura do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Flávio Ferreira dos Santos, fala dos desafios à frente da área e das ações e planos para a gestão. O titular assumiu a Coordenação-Geral de Infraestrutura (CGIE) no último dia 12 de agosto.

Flávio Ferreira ressaltou que, para os próximos meses, o desafio será a estruturação de um Plano de Infraestrutura para suportar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) no Ministério da Saúde. “Outra ação importante é a ampliação da Rede INFOSUS, para melhorar a qualidade na chegada da informação nos pontos atendidos em todo Brasil”, frisa.

Nestes primeiros dias da nova gestão, já é possível visualizar alguns resultados das ações prioritárias elencadas pelo ministro Ricardo Barros. Prova disto foi a redução de 80,8 milhões em contratos de informática do DATASUS. “Continuamos analisando a situação orçamentária e financeira dos contratos, visando aperfeiçoar o uso de recursos. A CGIE participará da revisão do novo Plano Diretor de Tecnologia da Informação do MS, onde constarão os projetos previstos para o triênio 2017-2019”, reforça.

O titular é servidor de carreira do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP). Em 2011 foi nomeado para o cargo de Coordenador-Geral de TI do Ministério da Integração Nacional. Na pasta, trabalhou por cinco anos. Entre os projetos de destaques estão: implantação da infraestrutura de TI do Centro Nacional de Gestão de Desastres (CENAD); a reestruturação da infraestrutura e datacenters do Ministério, além da implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Natural do estado de Goiás, Flávio Ferreira é graduado em Processamento de Dados e possui especialização em Gestão de Sistemas de Informação e MBA em Estratégia Empresarial.

 

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