Ministério da Saúde avança na informatização do SUS

 

O Ministério da Saúde deu um passo fundamental para informatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram assinadas nesta quinta-feira (25), pelo ministro Ricardo Barros durante a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), duas resoluções que vão aprimorar o registro de dados de serviços, reduzindo custos e tempo de alimentação por parte dos gestores de saúde: a que constitui o Conjunto Mínimo de Dados (CMD), ferramenta que unificará os sistemas existentes, e a que institui o Comitê Gestor da Estratégia E-Saúde, um grupo de ações de saúde por meio eletrônico.

O aperfeiçoamento dos sistemas de informação do SUS é uma das prioridades já anunciadas pelo ministro. O objetivo é integrar o controle das ações, permitindo a correta aplicação dos recursos públicos e o fornecimento de dados adequados para o planejamento e para a execução das prioridades do setor.

“Essa estratégia vai facilitar o registro de informações, em um layout único, evitando o abastecimento da mesma informação em sistemas diferentes, e ainda possibilitando economia financeira com a manutenção de cada sistema, tanto no nível local quanto nacional, e de capacitação de usuários”, avaliou o ministro Ricardo Barros. Para ele, este avanço colocará o SUS no patamar de sistemas de saúde avançados do ponto de vista do gerenciamento das informações.

A implantação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD) será gradual e unificará nove sistemas adotados no SUS: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), Autorização de Procedimento Ambulatorial (APAC), Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde (RAAS), Autorização de Internação Hospitalar (SISAIH01), Coleta da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA01), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), Sistema de Informação Hospitalar (SIH), Processamento da Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA02) e Sistema de Regulação, Controle e Avaliação (SISRCA).

O registro das informações no CMD será realizado por todos estabelecimentos de saúde públicos e privados em território nacional, e poderá ser realizado por meio dos sistemas já existentes que serão integrados no Barramento da Saúde, ou por meio de solução gratuita disponibilizada pelo Ministério da Saúde.

A previsão é que o funcionamento do CMD ocorra em três etapas. O sistema começará a receber dados da Atenção Básica, por meio do e-SUS Atenção Básica, e da Saúde Suplementar, por meio das Guias da Troca de informações da Saúde Suplementar, (TISS), a partir da publicação das resoluções assinadas durante a CIT, com o desligamento da alimentação por meio dos respectivos sistemas ao longo de setembro. Já a segunda etapa prevê o recebimento no CMD de dados hospitalares e ambulatoriais, tanto dos procedimentos realizados no SUS quanto nas redes privada e suplementar, com o desfecho dos demais sistemas em meados de 2017. Na última etapa, já será possível realizar todo o faturamento ambulatorial e hospitalar do SUS por meio do CMD.

e-SAÚDE – Também está avançando o projeto e-Saúde, conjunto de ações que qualifica a gestão da saúde por meio eletrônico, como o CMD, o Registro Eletrônico de Saúde (RES) e a Telemedicina. Nesta quinta-feira, foi firmado o entendimento com estados e municípios, por meio da CIT, para a instituição de um comitê gestor, que vai definir a política e as estratégias para o aprimoramento e expansão do SUS no campo virtual.

O Comitê será composto por representantes de todas as secretarias do Ministério da Saúde, da ANS, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

Os trabalhos do grupo deverão ser iniciados em 15 dias, a partir da indicação dos membros de cada órgão integrante e da elaboração do seu Regimento Interno. Os membros vão coordenar o desenvolvimento de aplicações informatizadas no âmbito do Ministério da Saúde, além de apoiar atividades administrativas de estabelecimentos de saúde e de fluxo na rede de atenção à saúde, garantindo maior resolutividade em um menor número de sistemas.

Também foi apresentada durante a CIT a plataforma Mapa da Saúde, que permite a descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada. A ferramenta passa por ajustes e deverá ser utilizada na identificação das necessidades de saúde da população de cada município, região ou estado, orientando o planejamento e contribuindo para o estabelecimento de metas.

Fonte: Agência Saúde


Coordenador-geral de Infraestrutura do DATASUS fala sobre desafios da área

Foto Flavio CGIEHá 24 anos atuando na área de tecnologia da informação, o novo coordenador-geral de Infraestrutura do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Flávio Ferreira dos Santos, fala dos desafios à frente da área e das ações e planos para a gestão. O titular assumiu a Coordenação-Geral de Infraestrutura (CGIE) no último dia 12 de agosto.

Flávio Ferreira ressaltou que, para os próximos meses, o desafio será a estruturação de um Plano de Infraestrutura para suportar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) no Ministério da Saúde. “Outra ação importante é a ampliação da Rede INFOSUS, para melhorar a qualidade na chegada da informação nos pontos atendidos em todo Brasil”, frisa.

Nestes primeiros dias da nova gestão, já é possível visualizar alguns resultados das ações prioritárias elencadas pelo ministro Ricardo Barros. Prova disto foi a redução de 80,8 milhões em contratos de informática do DATASUS. “Continuamos analisando a situação orçamentária e financeira dos contratos, visando aperfeiçoar o uso de recursos. A CGIE participará da revisão do novo Plano Diretor de Tecnologia da Informação do MS, onde constarão os projetos previstos para o triênio 2017-2019”, reforça.

O titular é servidor de carreira do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP). Em 2011 foi nomeado para o cargo de Coordenador-Geral de TI do Ministério da Integração Nacional. Na pasta, trabalhou por cinco anos. Entre os projetos de destaques estão: implantação da infraestrutura de TI do Centro Nacional de Gestão de Desastres (CENAD); a reestruturação da infraestrutura e datacenters do Ministério, além da implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Natural do estado de Goiás, Flávio Ferreira é graduado em Processamento de Dados e possui especialização em Gestão de Sistemas de Informação e MBA em Estratégia Empresarial.

 

Nucom DATASUS

Gestores de TI se reúnem no Ministério da Saúde durante 8ª Reunião do SISP

16 08 2016 Fotos. Jailson Sam1

Os dirigentes de Tecnologia da Informação (TI) dos órgãos integrantes do Sistema de Administração de Recursos de TI (SISP) estiveram reunidos, nessa terça-feira (16), durante a 8ª Reunião da Comissão de Coordenação realizada pela primeira vez no Ministério da Saúde.

16 08 2016 Fotos. Jailson SamA mesa foi composta pelo secretário-executivo do MS, Antônio Nardi, o secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Marcelo Pagotti, e o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), Marcelo Fiadeiro.

Na oportunidade, foi pactuado que o Ministério da Saúde será o primeiro órgão da administração pública a utilizar o serviço de biometria para identificação dos pacientes nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Desta forma, a medida permitirá maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos e contribuirá para evitar fraudes e reduzir custos.

Temas como desenvolvimento de sistemas, segurança em nuvem, carreira de Analistas em Tecnologia da Informação (ATIs), recomendações da Controladoria-Geral da União (CGU) também foram discutidos pelos gestores presentes na reunião.

Nardi ressaltou, na abertura do encontro, que a informatização dos sistemas de informação está entre as ações prioritárias de gestão estabelecidas pelo ministro Ricardo Barros e pelo presidente Michel Temer. “Precisamos ter a tecnologia da informação como eixo indispensável”, afirma. Pagotti lembrou ainda que a maioria dos projetos do governo tem uma parcela de informatização e governo digital, por isso a importância dos encontros mensais da Comissão.

Veja o video na integra.

Nucom DATASUS

Revisão de contratos do DATASUS possibilita mais de 80 milhões de economia ao ano

 

O Departamento de Informática do SUS (DATASUS) renegociou 38 contratos resultando uma economia de R$ 80,8 milhões ano. Deste valor, R$ 15 milhões são referentes a revisão dos contratos, R$ 34,8 milhões foram oriundos na racionalização do número de links inativos. Houve também licitação de conexão de links que oferece serviços: correios eletrônicos, acesso à internet, transferência de recursos com uma economia de R$ 31 milhões, em relação aos contratos anteriores.

As medidas administrativas realizadas no Ministério da Saúde  e a negociação com fornecedores permitiram a economia R$ 384,3 milhões, que serão utilizados em unidades de pronto atendimento e aquisição de 7,4 milhões de fármacos.

“Um dos meus compromissos ao assumir a gestão do ministério foi de otimizar os recursos que já existiam para melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS). E, em três meses, já temos um resultado expressivo. Enxugamos a máquina, revimos negociações, permitindo o reinvestimento em pontos estratégicos do atendimento”, ressalta o ministro Ricardo Barros. O aprimoramento dos gastos públicos está entre as 11 prioridades apresentadas por ele no momento em que assumiu o cargo. “Estamos fazendo um trabalho com a Presidência da República para não reduzir o orçamento da saúde e utilizar os recursos com mais eficiência. Nesses 100 dias de gestão, conseguimos um resultado muito significativo, que se traduz em mais atendimento para a população e mais acesso a medicamentos”, acrescenta.

Com informações da Agência Saúde/ASCOM/GM/MS

Portarias que instituem normas para desenvolvimento de sistemas são publicadas

Cumprindo uma das prioridades de ação do ministro, Ricardo Barros, que visa aperfeiçoar os sistemas de informação do Ministério da Saúde e a correta aplicação dos recursos públicos, o secretário-executivo, Antônio Nardi, publicou duas portarias que instituem, no âmbito do MS, normas e procedimentos para desenvolvimento de sistemas, gestão de projetos, processos e demais providências.

A primeira norma, publicada no Boletim de Serviço (BSE) dessa segunda-feira (15), aprova procedimentos de gestão tornando obrigatória a utilização das metodologias de desenvolvimento de software, de desenvolvimento arquitetura orientada a Serviços (SOA), de administração de dados, de gerenciamento de projetos e processos. Os documentos estão disponibilizados no site  datasus.gov.br/metodologias. 

O Boletim traz ainda a publicação de portaria que suspende, temporariamente, o desenvolvimento de novos sistemas informatizados por meio do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Desta forma, toda demanda por novos softwares terá de ser precedido de estudo técnico produzido pela área demandante. A justificativa deverá demostrar à impossibilidade de obtenção dos resultados pretendidos através de integração de dados de sistemas já existentes.

O objetivo dos normativos é orientar e padronizar todas as atividades relativas à integração, reuso, administração de dados, evolução e manutenção dos sistemas informatizados.

Acesse as Portarias na íntegra.

Mais informações:

Coordenação-Geral de Gestão de Projetos do DATASUS

(61) 3315-2343

 

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