01O Diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS), Guilherme Telles, participou do 1º Simpósio de Normas Brasileiras (NBR) de Informática em Saúde com o tema “Padrões para uma Saúde Conectada”, realizado na última sexta-feira (23/3), na Faculdade União das Américas – Uniamérica, em Foz do Iguaçu.

O diretor palestrou sobre os desafios do DATASUS para a estratégia de e-Saúde brasileira durante o Painel que abordava as ações governamentais para a saúde conectada. Ao longo de sua apresentação, Guilherme reforçou a importância do tema em discussão e destacou a relevância da informatização do Sistema Único de Saúde. “Tomada de decisão melhor fundamentada, segurança do paciente, dados e indicadores de saúde de maior qualidade. Esses são alguns dos benefícios que podemos destacar com a total implantação da estratégia no âmbito do Ministério da Saúde”, apontou.

Foram abordados ainda alguns dos projetos em andamento: o Conjunto Mínimo de Dados (CMD), que tem por objetivo modernizar as bases de dados essenciais do sistema de informação relativos à assistência à saúde. O Registro Eletrônico de Saúde (RES), cujo objetivo é ter um histórico clínico por paciente em que o cidadão e os profissionais que o atendem possam acompanhar resultados de exames,  medicamentos e consultas. Já o Programa de Informatização das Unidades Básicas de Saúde (PIUBS), tem como foco a contratação de empresas para a implantação de prontuário eletrônico nas mais de 42 mil UBS em todo o país ainda em 2018, por meio de solução que contemple os serviços de conectividade.

A coordenadora de Desenvolvimento para a Disseminação de Informações em Saúde do DATASUS, Márcia Marinho, também esteve presente na ocasião e apresentou sobre normas e padrões de conteúdos semânticos. “As normas técnicas referentes à terminologias apoiam a gestão destes recursos tão importantes para os sistemas de informação, propiciando maior eficiência na atualização e segurança de que os profissionais de saúde tenham o mesmo significado dos termos de saúde",  afirmou.

O evento reuniu representantes da área de saúde do País e foi promovido pela Comissão de Estudo Especial de Informática em Saúde (ABNT/CEE-078) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O encontro contou com apresentações sobre Normas Brasileiras, normas internacionais (ISO) e padrões relacionados com segurança da informação em saúde, arquitetura de sistemas, conteúdo semântico e aplicativos de informação em saúde entre outros temas.

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Durante 5 dias, a HIMSS18 promoveu educação, colaboração e inovação voltadas para as TIC em saúdeabd592cd f00e 4605 a684 afecda8183fd

Identificar as melhores práticas internacionais, instrumentos e ferramentas para implementação e aperfeiçoamento da Estratégia de Saúde Digital brasileira (digiSUS). Esse foi o objetivo da comitiva do Ministério da Saúde durante a Conferência Internacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em Saúde, a HIMSS18 Conference, realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, de 5 a 9 de março.

Promovida pela Sociedade de Sistemas de Gestão e Informação em Cuidado Saúde (Healthcare Information and Management Systems Society – HIMSS), a conferência, que é a maior no mundo da área de TIC em Saúde, reuniu mais de 45 mil profissionais e 1.300 fornecedores em mais de 300 palestras e oficinas.

Logo no primeiro dia, ocorreu a oficina “Transformação digital nos cuidados de saúde: redefinindo a prestação de cuidados de saúde aos pacientes e a saúde populacional”. Durante o evento, que teve mais de 100 participantes, o Ministério da Saúde promoveu o painel “digiSUS: A Estratégia de Saúde Digital do Brasil”, que foi coordenado pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).

Na ocasião, a Coordenadora-Geral de Monitoramento e Avaliação, Juliana Zinader, apresentou a estratégia do digiSUS e projetos estruturantes, como o Programa de Informatização das Unidades Básicas de Saúde (PIUBS); o Diretor Substituto do Departamento de Atenção Básica, Allan Nuno de Sousa, apresentou a estratégia do e-SUS AB e o impacto da informatização na atenção básica; e o Diretor do Departamento de Informática do SUS, Guilherme Telles, reforçou a importância do Registro Eletrônico em Saúde (RES) para garantir a continuidade e melhorar a qualidade da assistência.

2A delegação do MS participou, ainda, de diversos fóruns e discussões relacionados às tendências em estratégias de saúde digital de outros países. “Essa troca de experiências irá contribuir para a disseminação do digiSUS em âmbito internacional, bem como para a atualização de melhores práticas que estão sendo desenvolvidas em países modelos”, explicou Guilherme Telles.

Durante a reunião com o vice-presidente global da HIMSS Analytics, John Daniels, discutiu-se a metodologia do modelo de maturidade de adoção de sistemas de registro eletrônico e experiências da adoção desta metodologia por Ministérios da Saúde em diversos países da Europa e Ásia. Como desdobramento desta reunião, a equipe da HIMSS Analytics encaminhará material para análise pela equipe do MS com vistas a uma possível adoção / adaptação deste modelo para o Brasil.

o longo do evento, a comitiva brasileira também teve a oportunidade de se reunir com a CEO da NHS Digital Academy, Rachel Dunscombe, que é responsável pela informatização da região de Manchester (Reino Unido). Na oportunidade foi exposto que Manchester adotou a mesma arquitetura e tecnologia adquiridas para o RES Nacional brasileiro, que conta com um repositório de informações clínicas, em formato não proprietário, baseado no modelo OpenEHR.

Para a CEO, que se colocou à disposição para trocar experiências com a equipe do MS, o Brasil fez a escolha acertada ao optar por uma base de dados clínicos em formato aberto. Ela comentou ainda que, pelo tamanho e número de registros, o projeto brasileiro será referência internacional de adoção de padrões abertos de armazenamento. O encontro também contou com a participação do co-presidente da Fundação OpenEHR e CEO da empresa Marand, Tomaž Gornik, que abordou exemplos do mundo real, comprovando que as soluções baseadas em OpenEHR (padrão universal para interoperabilidade semântica da informação) podem ser aplicadas em escala.

4Para que a equipe do MS pudesse ver um exemplo de sistema de prescrição eletrônica seguindo todos os requisitos de segurança do paciente (nos mesmos moldes que se pretende adotar no eSUS-AB) a SBIS solicitou a Tomaž Gornik que apresentasse a solução hoje em operação na rede de hospitais universitários em Plymouth (Inglaterra). Este exemplo utiliza interfaces gráficas de domínio público que acessam um repositório de arquétipos OpenEHR, exatamente como no projeto do RES brasileiro.

O modelo apresentado é um importante exemplo para o desenvolvimento do prontuário eletrônico do paciente desenvolvido pelo MS e usado nas UBS brasileiras (e-SUS AB), que poderá ser o primeiro sistema a testar a base de medicamentos da Ontologia Brasileira de Medicamentos (OBM) e validar os requisitos de segurança, já com os mapeamentos para a SNOMED (Systematizade Nomenclature of Medicine: a mais completa nomenclatura sistematizada de termos clínicos de medicina, internacional e multilíngue).

Juliana Zinader ressaltou que “a necessidade de uma estratégia para a Saúde Digital está visivelmente presente nas conversas feitas com os técnicos norte-americanos e ingleses”. Estes últimos, inclusive, apresentaram a importância da utilização do SNOMED como terminologia para dados clínicos “uma decisão acertada recentemente tomada pelo Ministério da Saúde” destaca a coordenadora-geral do MS.

O Showcase de Interoperabilidade é talvez a maior atração da Feira da HIMSS. Neste espaço foram apresentados mais de 80 diferentes casos de uso de interoperabilidade de sistemas, com demonstrações sobre cada uma das instâncias por onde pode passar um paciente. Contudo, a delegação brasileira observou que tratavam-se de exemplos fragmentados e que a implementação de um caso de uso não necessariamente conversava com outras implementações, já que as empresas líderes de mercado nos Estado Unidos criam redes proprietárias de troca de informação, diferentemente da proposta brasileira na qual todos poderão participar e compartilhar dados com a base nacional.

6A participação da delegação brasileira na HIMSS18 foi muito proveitosa, pelos contatos estabelecidos com outros governos e por verificar que o Brasil está no caminho certo, alinhado com outros países que possuem sistemas públicos de saúde, como a Inglaterra e Austrália. Segundo Allan Nuno, “a equipe do MS teve uma excelente oportunidade de apresentar a estratégia e-Saúde para o Brasil para um conjunto de atores dos setores público e privado de todo o mundo”, conclui.

Texto: DATASUS, DEMAS e DAB

CGIE_LucianoLuciano Tramontano tem mais de 30 anos de experiência na área de TI

Foi publicado no Diário Oficial da União, dessa quarta-feira (31/1), a nomeação do novo titular da Coordenação-Geral de Infraestrutura (CGIE/DATASUS), Luciano Tramontano Martins.

Com mais de 30 anos de experiência na área de tecnologia da informação, o novo titular já atuou em áreas como gerenciamento de projetos e serviços de TI, em empresas de grande porte no segmento de prestação de serviços e suporte.

A última experiência antes da nomeação no Ministério da Saúde foi como Gerente de Suporte e Atendimento na IPLANRIO, empresa municipal de informática responsável pela administração dos recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação do Rio de Janeiro.

A missão do coordenador na CGIE será prover e gerir a infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação no âmbito do Ministério da Saúde. Tramontano é graduado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro e Análise de Sistemas pela Universidade Cândido Mendes.

Texto: Nucom DATASUS

feminicidioO Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS) foi representado pela Coordenadora de Desenvolvimento para Disseminação de Informações em Saúde (CDDIS), a servidora Márcia Marinho, durante o evento “Dados e Feminicídio, promovido pela Organização Artigo 19, realizado na última quinta-feira (1/3), em São Paulo.

O encontro teve como propósito discutir sobre o uso, produção e divulgação dos dados de feminicídio gerados no Brasil.

O debate contou com a participação de diversas instituições, tais como Conselho Nacional de Ministério Público, Ministério de Saúde, Ministério de Justiça, Instituto de Segurança Pública de Rio de Janeiro - Dossiê Mulher, Open Knowledge Brasil, W3C, Prefeitura de São Paulo - Secretaria de Políticas para as Mulheres, ONU Mulheres, María Lab e Preta Lab, e o Instituto Latinoamericano de Datos Abiertos, o ILDA.

Na ocasião, foram apresentados os resultados da pesquisa Pesquisa Dados e Feminicídios, realizada pela Artigo 19, que considerou os dados publicados pelo Ministério da Saúde no âmbito do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

Texto: NUCOM/DATASUS/SE/MS

Nesta quinta-feira (11/1) acontecerá, a partir de 22h, uma manutenção programada para atualização do banco de dados do Ministério da Saúde. A ação, com duração prevista de até 3h, terá como objetivo a melhoria da segurança, bem como a criação de novas funcionalidades voltadas para banco de dados.

Clique aqui para conferir a lista de sistemas que poderão ficar indisponíveis.

 

Mais informações: Suporte Técnico do DATASUS

Atendimento usuário interno: (61) 3315-2222

Atendimento usuário externo: 136, Opção 8

 

Texto: NUCOM/DATASUS/SE/MS