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 Guia de modeladem de dados

Este documento tem como finalidade um guia de consulta rápida para os padõres e diretrizes para modelagem de dados.

 

 Glossário

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Administração de banco de dados

Tem por atribuição prestar suporte na definição de estrutura de objetos de banco de dados, garantir a disponibilização das estruturas dos objetos nos bancos de dados e o acompanhamento na melhoria do desempenho desses sistemas.

Administração de dados

Tem por atribuição gestão dos dados, informações e metadados do DATASUS, a partir da identificação, definição, caracterização, integração, validação, divulgação, disponibilização, compartilhamento e a administração de seus acervos, garantindo a aderência aos padrões estabelecidos, bem como pelo controle do uso de técnicas de modelagem de dados empregadas no desenvolvimento de sistemas de informações.

Área gestora

Unidade responsável pela definição das necessidades de negócio para um projeto, bem como pelas autorizações de acesso aos dados relativos aos projetos dessa unidade.

O responsável pela unidade é denominado Gestor.

Backup

Cópia de segurança de um arquivo ou conjunto de dados, guardada para futura consulta ou referência, caso o arquivo ou conjunto de dados original seja corrompido ou destruído.

Banco de dados

Banco de dados pode ser definido como uma coleção de informações, tabelas de dados e outros objetos que são organizados e apresentados para servir um propósito específico, com as facilidades de pesquisa, classificação e combinação de dados.

Os seus propósitos podem ser assim resumidos: colecionar dados de entidades e relações entre as mesmas; prover informações para os seus usuários. Ou seja, o banco de dados é um conjunto integrado, compartilhado de dados – repositório.

Chave estrangeira (FK)

Chave estrangeira, ou Foreign Key (FK), ou ainda chave externa é a chave que permite a referência a registros oriundos de outras tabelas. Ou seja, é o campo ou conjunto de campos que compõem a chave primária de uma outra tabela.

A utilização da chave estrangeira possibilita a implementação da integridade de dados diretamente no banco de dados, conhecida como integridade referencial.

Uma chave estrangeira é a representação de um relacionamento entre tabelas.

Chave primária (PK)

A chave primária, ou Primary key (PK) é o identificador único de um registro na tabela. Pode ser constituída de um campo (chave simples) ou pela combinação de dois ou mais campos (chave composta), de tal maneira que não existam dois registros com o mesmo valor de chave primária.

A constraint Primary Key (chave primaria), não permite valores nulos e impõe a exclusividade de linhas.

Check constraint (CK)

A Check Constraint de banco de dados é associada a uma tabela ou coluna de uma tabela que permite expressar um critério determinado para os valores possíveis que a colunas  pode assumir.

Tabela: Quando o conteúdo de uma coluna depende do conteúdo de outra(s) coluna(s) da tabela. 

Coluna:

  • Quando o conteúdo de uma coluna depende de alguma condição. Por exemplo: uma coluna de idade que somente pode assumir valor maior ou igual a 18.
  • Quando o conteúdo de uma coluna somente pode assumir valores contidos em uma lista denominada de domínio.

Constraint NOT NULL

Constraint que garante que uma coluna não pode ter o valor NULL, isto é, o seu preenchimento é obrigatório.

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Dicionário de dados

É o conjunto dos vocábulos ou dos termos utilizados na descrição dos objetos modelados para o banco de dados. Os termos são dispostos com o seu respectivo significado para apresentar uma descrição textual da estrutura lógica e física do banco de dados.

Quando adequadamente documentado, o dicionário de dados é uma importante ferramenta de resolução de problemas. Ele identifica para os usuários finais e para os especialistas empresariais quais dados existem no banco de dados, sua estrutura e formato, e sua utilização.

Domínio

Conjunto de valores que um ou mais Atributos podem assumir. Pode ser definido por um CK ou por uma tabela de domínio.

DDL (Data Manipulation Language)

Conjunto de comandos da linguagem SQL responsável pela manipulação de objetos de banco de dados.

DML (Data Manipulation Language)

Conjunto de comandos SQL para que o usuário interaja com os dados armazenados no BD.

Entidade

Qualquer objeto do mundo real, de interesse do órgão, que possui identidade própria e que haja necessidade de registro de suas informações.

Equipe de desenvolvimento

Grupo de técnicos encarregados pelo desenvolvimento de soluções tecnológicas para atendimento às necessidades de áreas de negócios do órgão.

Ferramenta case

Uma ferramenta CASE (do inglês Computer-Aided Software Engineering) é uma classificação que abrange toda ferramenta baseada em computadores que auxilia atividades de engenharia de software, desde análise de requisitos e modelagem até programação e testes.

É a ferramenta de apoio a modelagem de dados, utilizada para desenhar os modelos, gerar os scripts de criação das estruturas de dados e documentar essas estruturas.

Index

Objeto de banco de dados destinados a agilizar o acesso aos dados. A sua forma de funcionamento é a mesma de um índice de um livro, ao qual é utilizado para evitar que todas as páginas do livro sejam pesquisadas a fim de encontrar um determinado assunto.

Metodologia de desenvolvimento de sistemas (MDS)

Metodologia que estabelece as fases, disciplinas e atividades do ciclo de vida de projetos de sistemas de informação, visando orientar os técnicos no desenvolvimento e manutenção de sistemas.

Metodologia de administração de dados (MAD)

Metodologia que estabelece a regulamentação e descrição dos padrões e procedimentos a serem adotados quando da necessidade de realização de tarefas relativas à área de Administração de Dados, bem como de ferramentas técnicas necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos.

Normatização de dados

Processo formal que examina os atributos de uma entidade, com o objetivo de evitar anomalias observadas na inclusão, alteração e exclusão de cada conjunto de atributo dessa entidade.

Objeto de banco de dados

Toda parte do Modelo de Dados Físico e que é passível de implementação em um SGBD, isto é, um componente de banco de dados. Por exemplo: tabelas, constraints, index, etc.

 

Query

Conjunto de instruções SQL que permite extrair determinado subconjunto de dados, bem como atualizar, inserir ou excluir dados.

Role

Conjunto de permissões de acesso à objetos de banco de dados que define um perfil.

Repositório de modelo de dados

O termo é utilizado para indicar o local onde os modelos de dados estão armazenados.

Relacionamento

Associação entre ocorrências de entidades relevantes ao negócio do órgão.

Sistema gerenciador de banco de dados (SGBD)

Para gerenciar bases de dados, existem softwares especializados conhecidos como Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD). O objetivo global desses sistemas é manter as informações e torná-las disponíveis quando solicitadas.

Em suma, um SGBD é o conjunto de programas de computador (softwares) responsáveis pelo gerenciamento de bases de dados. O principal objetivo é retirar da aplicação cliente a responsabilidade de gerenciar o acesso, manipulação e organização dos dados. O SGBD disponibiliza uma interface para que os seus clientes possam incluir, alterar ou consultar dados. Em bancos de dados relacionais a interface é constituída pelas APIs ou drivers do SGBD, que executam comandos na linguagem SQL.

Script

Arquivo com comandos SQL , de criação / alteração / exclusão de objetos de (DDL) banco de dados. Em um script também podemos ter comandos de obtenção /  inclusão / atualização / exclusão de dados em tabelas (DML).

Schema

Veja Esquema.

SQL

SQL (Structured Query Language) é uma linguagem criada junto com o Sistema Relacional. É uma linguagem muita interativa, pois os comandos são definidos em inglês. O comitê de banco de dados do Instituto Nacional de Padronização Americano (ANSI) ratificou, em 1986, a SQL como a linguagem padrão para bancos de dados relacionais.

Com a SQL pode-se recuperar dados, criar banco de dados e seus objetos, adicionar dados, modificar e executar outras funções complexas. Pode-se, ainda, alterar a configuração do servidor, modificar a estrutura do banco e outros ajustes.

Tabela de auditoria

Tabela que permite efetuar um rastreamento de qualquer operação que ocorre nos dados de uma tabela. Para que uma tabela de auditoria seja eficaz, deve responder quem fez a operação, quando foi feita e o que foi feito.

Também é denominada de Tabela de LOG.

Trigger (gatilho)

Triggers ou gatilhos são rotinas armazenadas no Banco de Dados  que são executadas automaticamente quando  algum evento e não por uma chamada feita pelo usuário ocorre em uma tabela.

Esses eventos podem ser alteração, inclusão ou exclusão de dados em uma tabela.

Um exemplo de utilização de trigger é a alimentação de uma tabela de auditoria, a partir de uma ocorrência de manipulação de dados na tabela origem que está sendo auditada.

Tabela de domínio

Tabela utilizada para armazenar um conjunto de valores possíveis para um determinado preenchimento de um campo em outra tabela.

Unique Key (UK)

Garante que todos os valores numa coluna são diferentes em todas as linhas da tabela. Também denominada de chave alternativa da tabela e para isso é criada uma constraint.

Podem existir vários Unique Key em uma mesma tabela.

Valor Default

Valor padrão para uma coluna quando nenhum é especificado. Nesse caso é definida uma constraint NOT NULL.

View materializada

É um objeto do banco de dados Oracle que contém dados locais, normalmente obtidos de tabelas remotas ou são usadas para criar uma agregação de tabelas em um determinado intervalo de tempo.

Ao contrário das Views, os dados são mantidos armazenados em tabelas. 

View

Funciona de forma semelhante a uma tabela. É utilizada em comandos de consulta, exclusão, inclusão e delete para recuperação e manipulação de dados (com restrições), porém, não armazena esses dados.

Este objeto tem suas linhas e colunas calculadas dinamicamente através de uma consulta pré-estabelecida, cada vez que solicitamos. Apenas a sua definição é armazenada no dicionário de dados.

Podemos dizer que se trata de uma tabela virtual, pois não possui linhas próprias, mas sim as obtém em tempo de execução e as disponibiliza em memória para acesso por uma query.

 Contato

E-mail: datasus.ad@saude.gov.br

Telefone: (61) 3315-3551

Endereço: Ministério da Saúde – Esplanada dos Ministérios, Anexo A, sala 152.